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Como mover arquivos do Google Drive para o OneDrive

O que ainda funciona em 2026, o que parou de funcionar, e como dar conta de drives grandes ou de uma migração de Workspace para o Microsoft 365 sem perder arquivos no caminho.

8 min de leitura Atualizado em

Você tem arquivos no Google Drive. Quer eles no OneDrive. Pode ser que sua empresa migrou para o Microsoft 365, que você esteja juntando tudo num lugar só, ou que esteja cansado de pagar duas assinaturas de nuvem. O motivo pouco importa — o problema é que esse caminho entre as duas nuvens é bem mais chato do que devia ser. E boa parte das ferramentas oficiais que faziam essa ponte simplesmente sumiu.

Este guia mostra o que ainda funciona, onde cada opção começa a falhar e o que procurar quando nenhuma das soluções fáceis dá conta.

A primeira ideia que vem à cabeça

A primeira coisa que todo mundo tenta é baixar tudo do Drive e subir de novo no OneDrive. Para uma conta pessoal pequena, é trabalhoso mas funciona. Acima de uns 50 GB, três coisas começam a dar errado.

Primeiro: o botão “Baixar” do Drive não foi feito para pastas gigantes. O navegador parte automaticamente as pastas grandes em vários .zip, e uma exportação demorada pode falhar no meio do caminho sem te dar mensagem de erro decente. Os formatos nativos do Google (Documentos, Planilhas, Apresentações) saem convertidos para Office na hora — e às vezes com pequenas diferenças de formatação que você só vai descobrir semanas depois, quando alguém abrir o arquivo.

Segundo: o upload do OneDrive emperra com muito arquivo de uma vez. Tem limite de tamanho de caminho, caracteres proibidos (#, %, &, ponto no fim do nome) e teto de 250 GB por arquivo. Se a internet cair no meio do upload, na maioria das vezes você precisa começar tudo de novo. E os .zip que vieram do Drive nem sempre se descompactam direito do outro lado.

Terceiro: você perde os metadados. As datas de “Última modificação” viram a data de hoje. Os comentários somem. As permissões de compartilhamento do Drive não têm equivalente direto no OneDrive e desaparecem sem aviso. Para uma pasta pessoal de fotos, isso é só chato. Para uma migração de empresa, “agora todo arquivo é de quem subiu” vira problema sério.

Os caminhos que evitam o seu computador

Tem opções que não passam pelo seu computador. Qual delas serve para você depende de ser uma conta pessoal de Drive ou um tenant de Workspace.

  • O Microsoft Mover.io morreu. Era a resposta mais óbvia — a Microsoft tinha comprado em 2019 e mantinha como ponte gratuita do Drive para o OneDrive. O serviço foi desligado no fim de 2024 e não aceita mais novas transferências. Se você cair em algum tutorial mandando “usar o Mover”, esse tutorial está velho.
  • Migration Manager do Microsoft 365 (só serve Workspace → Microsoft 365). Se você tem um tenant Microsoft 365 Business ou Enterprise e um tenant Google Workspace, o Migration Manager dentro do SharePoint Admin Center puxa o conteúdo do Drive direto, sem passar pelo seu computador. Preserva mais metadados que um download manual. Os poréns: não funciona para conta pessoal de Gmail/Drive e é uma ferramenta de administrador — não dá para o usuário final rodar por conta própria.
  • Google Takeout + upload manual. O Takeout exporta o seu Drive inteiro em vários .zip. Funciona bem como backup. Como ferramenta de migração, é doloroso: a exportação é assíncrona (às vezes demora mais de um dia para ficar pronta), os pedaços não respeitam a sua estrutura de pastas, e depois ainda sobra o trabalho de subir tudo no OneDrive. E os arquivos do Google saem convertidos para Office, com o mesmo risco de formatação do download manual.
  • rclone. A ferramenta de linha de comando, open source, copia direto do Google Drive para o OneDrive sem passar pelo seu computador. É grátis, transparente e está rodando em produção em muito lugar há anos. O custo é a configuração: criar client IDs de OAuth no Google Cloud e no Azure, montar um arquivo de configuração, aprender as flags. Para uma transferência única, esse setup pesa. Para algo que você vai repetir, compensa rápido.
  • Serviços de terceiros que rodam no servidor deles. MultCloud, CloudHQ e parecidos fazem a transferência entre Drive e OneDrive sem você precisar baixar nada localmente. Eles variam muito: preço, limite de velocidade, transparência sobre por onde seus arquivos passam, tamanho do plano grátis. Vale ler o que cada um faz com seus dados antes de colar suas credenciais OAuth lá.

Para uma transferência única, de tamanho médio, em conta pessoal, alguma dessas — normalmente o Takeout ou um serviço de terceiros — resolve o problema.

Quando isso ainda não basta

As soluções acima cobrem boa parte dos casos. Mas começam a quebrar em algumas situações específicas:

  • Migração de Workspace é outra história — não é só “transferência maior”. Uma empresa que está saindo do Google Workspace para o Microsoft 365 tem drives compartilhados, cadeias de propriedade e estruturas de permissão que simplesmente não sobrevivem ao ciclo “baixa tudo, sobe de novo”. Você precisa de uma ferramenta que entenda “este arquivo é da Alice e está compartilhado com o time de marketing”, não só “este arquivo existe nesse caminho”.
  • Drives muito grandes esbarram nos limites das APIs. Quando você tem centenas de milhares de arquivos pequenos, o gargalo deixa de ser a banda e passa a ser o limite de chamada por arquivo das APIs. Um drive de vários terabytes em conexão residencial leva dias; numa conexão instável, vira semanas de reinícios.
  • Os formatos nativos do Google não têm correspondência direta no OneDrive. Documentos, Planilhas, Apresentações, Formulários — tudo precisa ser convertido. Os .docx/.xlsx/.pptx resultantes ficam quase iguais, mas formatações mais sofisticadas (fontes customizadas, tabelas dinâmicas, scripts embutidos) podem mudar de um jeito que você só vai notar quando alguém abrir o arquivo três meses depois.
  • Você precisa de um relatório no final. Auditoria e migração sempre terminam com a pergunta “me mostra o que foi copiado, o que ficou de fora e por quê”. Transferência manual e a maioria das ferramentas de uso pessoal não geram esse relatório. Aí a migração termina em “acho que tá tudo lá” — péssimo lugar para acabar.
  • Restrições de privacidade ou compliance. Alguns times não podem deixar os arquivos passarem pela infraestrutura de uma empresa terceira nem por um segundo. Isso já elimina a maior parte das opções fáceis.

Se alguma dessas é o seu caso, suas opções viram: rodar rclone e escrever os próprios scripts, contratar um consultor de migração, ou procurar uma ferramenta que dê conta da coisa toda.

Como a Syncologic faz isso

A Syncologic está sendo construída exatamente para esse tipo de transferência — Google Drive para OneDrive (ou qualquer outro par de nuvens da nossa lista) sem nunca passar os arquivos pelo seu computador.

Você conecta o Drive como origem, o OneDrive como destino. Pode liberar acesso só à pasta que interessa em vez do drive inteiro — útil se você quer mover só “Relatórios Q4” e não tudo o que já existiu na sua conta. Antes de qualquer byte se mover, você vê uma prévia da transferência: quantos arquivos, tamanho total, conflitos de nome, o que vai ser pulado, e quais formatos do Google vão ser convertidos.

Aí você escolhe onde a transferência vai rodar. Na infraestrutura da Syncologic (Cloud Runner) é a opção mais prática — credenciais de curta duração, cada job isolado dos outros, sem configuração do seu lado. Na aba do seu navegador (“This Device”, Browser Runner) passa os bytes entre origem e destino; nada vive num servidor nosso, mas a aba precisa continuar aberta até o fim. No seu próprio hardware (Private Runner) é um binário pequeno que roda no seu próprio servidor, NAS ou VPS — os bytes vão Drive → seu hardware → OneDrive, e a Syncologic só vê os metadados. Para uma migração de Workspace para Microsoft 365 em que os dados não podem sair do seu controle, costuma ser a escolha certa.

Depois que começa, você acompanha o progresso em tempo real. No final, recebe um relatório completo: o que foi copiado, o que foi pulado, o que falhou e por quê, com detalhe suficiente para decidir o próximo passo. O mesmo fluxo dá conta de uma transferência pessoal única, de um backup recorrente, ou da migração completa de uma empresa.

Ressalvas honestas

Algumas observações antes de você fechar essa aba. A Syncologic ainda está em pré-lançamento — você pode entrar na lista de espera abaixo, mas hoje não dá para rodar uma transferência Drive → OneDrive de verdade. Vamos começar com sete provedores no lançamento (Google Drive, OneDrive, Dropbox, armazenamento compatível com S3, SFTP, seu servidor, Nextcloud); Drive e OneDrive estão entre eles. O Browser Runner troca praticidade por transparência: funciona, mas um job de 1 TB numa conexão residencial ainda leva horas, e a aba do navegador precisa ficar aberta o tempo inteiro. E nenhuma ferramenta de transferência — nem a nossa, nem nenhuma outra — consegue preservar todos os metadados específicos de cada provedor. Os comentários do Drive e o modelo próprio de compartilhamento do OneDrive ficam só no provedor de origem; não tem equivalente direto no destino.

Se você só vai mover um Drive pessoal pequeno, uma vez, e não se importa de esperar o upload, Takeout + reupload manual provavelmente já resolve. Mas se a transferência for grande, recorrente, parte de uma migração de Workspace, ou se você precisar de um relatório no final, deixe seu e-mail abaixo — a gente avisa quando a Syncologic estiver no ar.

Quer uma ferramenta que faça isso para você?

A Syncologic vai te ajudar a mover pastas entre provedores de nuvem sem precisar baixar antes. Você vai ver cada mudança antes de qualquer coisa acontecer, executar a transferência e terminar com um relatório claro. Entre na lista de espera do acesso antecipado.

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